Solo de Rua (2012)

Solo de Rua/ 2012 é uma performance de rua, um trabalho solo de Luciana Bortoletto, inspirado no Manifesto As Embalagens, do encenador teatral polonês Tadeusz Kantor. Desdobramento de outro trabalho: Urgência – A cidade do avesso, contemplado com apoio da 8a Edição do Programa Municipal de Fomento à Dança, em 2010, Solo de Rua acontece imerso na rotina da cidade, em meio aos detritos e transeuntes, confundindo-se às questões sociais que fazem parte da paisagem humana e urbana paulistana e dos grandes centros urbanos, de um modo geral. Influenciada pela experiência vivida pela artista como residente do centro histórico de São Paulo entre os anos 2011 e 2014,  Luciana Bortoletto elabora uma dramaturgia aberta, totalmente ancorada na linguagem da improvisação. Ao entrar em contato com a população de rua, observa modos de elaborar vestimentas com materiais descartados na cidade: carpetes de escritórios, plásticos, papelões, etc. Discute a questão do corpo coisificado e o processo de “higienização” presente em políticas públicas de limpeza urbana e na segurança pública.

 

Solo de  Rua estreou no Festival Internacional de Dança em Paisagens Urbanas, em 2012, com apresentação no Parque Trianon – São Paulo – SP.

Em 2013, Solo de Rua chega à cidade de Porto, em Portugal, convidado pelo Festival Internacional Visões Urbanas. As apresentações foram realizadas em Maceió-AL, na orla da praia e centro comercial da cidade e no centro histórico do Porto, próximo à Estação de metrô São Bento portuguesa. No mesmo ano, foi selecionada pela Bienal SESC de Dança e recebeu o prêmio Denilto Gomes, na categoria “solo de rua”.

Ficha Técnica SOLO DE RUA

Concepção, pesquisa e performance: Luciana Bortoletto

Paisagem Sonora em contrabaxio e Voz: Maurício Verderame

Fotos: Gil Grossi (Processo de criação e todas as temporadas em São Paulo-SP), Maurice Pirotte (Bienal SESC de Dança), Alex Hermes (Bienal SESC de Dança), Marcia Cristina M (Bienal Sesc de Dança), Jorge Schutze (Portugal), Dênis Angola (Portugal)

Apresentou-se em diferentes locais:

Parque da Luz;

Parque Trianon;

Pátio do Colégio;

Praça da Sé;

ABC Dança 2014 – Mauá-SP;

Mostra Vozes do Corpo – SESC Santo Amaro/ Largo 13 – Zona Sul de SP/SP;

Praça Ramos de Azevedo – Escadaria Teatro Municipal;

Mostra de Fomento à Dança 2013 – Largo do Paissandu e Imediações;

Bienal SESC de Dança 2013 – Centro histórico de Santos, Rodoviária de Santos, Orla da praia de Santos;

SESC Ipiranga;

Centro Cultural São Paulo;

Centro histórico de Porto – Portugal;

Centro comercial de Maceió – Alagoas;

Em 2017 e 2018, sob sua direção e ao lado de  jovens criadores-intérpretes de dança e músicos recria o trabalho com uma versão desenvolvida em grupo. “Solos de Rua”, assim entitulado, teve três etapas:

 

 

 

 

Solos de Rua – Atamento 1: Coisa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Solos de Rua – Atamento 2 – Anunciação;

 

 

 

 

 

 

 

 

Solos de Rua – Atamento 3: Vir-a-Ser.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cada etapa do processo teve uma temporada realizada e revelou profunda pesquisa desenvolvida, tanto dramatúrgica pautada no gesto e nas relações com trabalhadores e sua rotina local, como também a pesquisa estética e poética.

Tratou-se de ocupação de toda a extensão da Rua XV de Novembro, no centro histórico de São Paulo, com nove artistas em cena, entre músicos e dançarinos. São 50 minutos de duração.

Para essa montagem recente, contou com apoio da 20a. Edição do Programa Municipal de Fomento à Dança para o projeto Vir-a-Ser, realizado nos anos de 2016 a 2018.

Solos de Rua é uma performance viva que acada núcleo de intérpretes-criadores e local de desenvolvimento abre um campo de possibilidades.